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Até as ferramentas tecnológicas para facilitar o dia-a-dia podem virar inimigas da gestão do tempo se não houver planejamento

Por Luciano Meira


Você já teve a sensação de que o tempo está passando mais depressa? Será que o tempo está curto? E você se sente culpado por não conseguir realizar todas as tarefas? Tudo isto pode ser resolvido com uma única ação: planejar. Planejar o dia, o mês, o ano? O ideal é que este planejamento seja semanal. 

Stephen Covey, um dos mais respeitados especialistas em liderança no mundo, aborda esta questão em seus treinamentos sobre “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, título de um de seus grandes Best sellers. Covey relata o conceito de uma lente grande angular, que vê as coisas de muito longe, e outra que é uma lente muito próxima, que foca o imediato. Este conceito é perfeitamente aplicável ao ser humano.  

A maioria das pessoas não planeja nada a longo prazo. Elas veem tudo da perspectiva imediata, se tornam reativas ao que acontece a sua volta e perdem a percepção do que é prioritário, fazendo muitas coisas desnecessárias. Na verdade sentimos que temos muitas coisas para fazer. Esta sensação poderia ser equilibrada se as pessoas tivessem uma visão das coisas a médio prazo. 

O que me chama a atenção na visão do Dr. Covey é que a perspectiva semanal é a mais interessante e mais importante até do que a anual. Anual é tão longe que você nem sabe se aquilo realmente vai acontecer. Por outro lado, se ficar só com o imediato, como está sendo estimulado por vários lados não saberá dizer exatamente o que é importante. Se as pessoas souberem fazer um planejamento semanal, é possível escolher entre as diversas coisas que estão se apresentando, descobrindo o que tem mais peso e os resultados que trarão. 

Sabemos que as melhores práticas de gestão de tempo de pessoas que vivem bem com as horas que tem à disposição são ladeadas pelo grande nível de autoconhecimento. Elas sabem o que elas querem fazer com suas vidas, o que é muito raro; sabem o que pretendem fazer e os valores que elas têm para viver este ano; elas preparam e planejam cada semana de acordo com suas prioridades. Dão mais atenção a essas prioridades e menos atenção a outras coisas do dia a dia. 

Além disso, são pessoas que por essa visão acabam se organizando melhor fisicamente. Por exemplo, elas têm gavetas certas para coisas certas, se preocupam consigo mesmas, fazem boa dieta e se sentem mais preparadas para lidar com as dificuldades de cada momento. Por isso essas pessoas acabam vivendo melhor com seu tempo.

Por outro lado, quem não consegue se planejar se sente culpado por não dar conta de todas as atividades. A primeira coisa a ser feita é jogar a culpa no lixo. Depois, se organizar melhor e, assim, realizar atividades prioritárias. Reflita: 

Quais são os seus papéis vitais? Você tem uma família; estuda; tem uma profissão; um hobby; ajuda na sua comunidade; quais são seus papéis essenciais? Se você planejar seu tempo com base nestes papéis e pensar “o que eu quero deixar de legado ou de experiência de valor em cada um desses papéis”, vai ser mais fácil trabalhar nestas questões durante a semana e não ficar tão reativo a coisas menores. Isso fará com que perca esta sensação de culpa, que é, na verdade, uma indicação de que poderia organizar melhor o tempo e não o faz. 

Essa ideia de que precisamos correr para fazer tudo é ruim, pois no final não fazemos nada. As pessoas estão um pouco mal orientadas na gestão do seu próprio tempo. Falam que valorizam a vida pessoal, mas, na prática dão mais atenção ao trabalho. Esse é um desequilíbrio do homem moderno que precisa ser revisto. 

Por falar em modernidade, o avanço das tecnologias e todas as ferramentas disponíveis para facilitar o dia-a-dia podem ter efeito contrário se não usadas com disciplina. Se você sente que não tem mais privacidade, já que pode ser encontrado em qualquer lugar com um simples telefonema, se você se sente bombardeado com e-mails, mensagens e ligações, uma advertência: use com moderação. 

Faça filtros. Não quer receber telefonemas? desligue o celular.
Hoje nós produzimos tanta informação e tanto conhecimento no mundo que se uma pessoa estiver aberta a tudo, querendo se “alimentar” de toda essa informação, ela vai sem dúvida ter uma indigestão.”

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