Da dependência a interdependência - FranklinCoveyFranklinCovey
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Da dependência a interdependência

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Stephen R. Covey nos fala sobre as gradações da maturidade, quando crescemos e passamos da dependência à interdependência, culminando na interdependência que se instala nos relacionamentos mais importantes da nossa vida. Quando somos dependentes, estamos, literalmente, em risco. Nossa segurança, nossa felicidade, nosso bem-estar, a nossa vida pode estar nas mãos de outra pessoa. Dependência é sinônimo de altíssimo risco.

À medida que nos aproximamos da interdependência intelectual e comportamental, sentimental e profissional, diminuímos os riscos. Tornamo-nos cada vez mais autônomos. Os riscos se reduzem. Os outros já não podem nos atingir com tanta facilidade. Somos capazes de nos proteger quando nos preparamos para enfrentar o desconhecido. Somos capazes de nos adaptar às novas exigências, necessidades e oportunidades que surgem. Até onde chega nossa independência, ninguém pode facilmente nos atacar, passar por cima ou se aproveitar de nós. Podemos não ter ferramentas ilimitadas; podemos até não ser ricos; mas podemos nos sair razoavelmente bem com aquilo que temos. Algumas pessoas se tornam relativamente independentes e permanecem nesse patamar a maior parte da vida. Sem dúvida, queremos que nossos filhos se tornem mais independentes com a idade e a maturidade. Gozamos ainda mais de nossa relação com eles quanto mais cresce sua capacidade de cuidar de si mesmos. A independência é uma meta imprevisível e justificável para pessoas cujos relacionamentos têm sido basicamente dependentes.

Existe uma terceira opção. Existe um terceiro tipo possível de relacionamento. Quando começamos a respeitar as diferenças das outras pessoas, quando abrimos a cabeça e passamos a incluir em vez de excluir o outro, quando pensamos em “nós” em vez de em “mim”, novas possibilidades sinérgicas são criadas. Podemos sair do conforto, estabilidade e previsibilidade da autonomia controlada para uma nova situação – interdependência. Interdependência sugere contabilizar os custos, manter os olhos abertos, conhecer as possibilidades de fracasso, mas também de sucesso, e, com um crédito de confiança, assumir riscos calculados na aproximação do outro.

Sempre existe a possibilidade de que alguém nos desaponte, não se mostre à altura, não cumpra suas promessas ou compromissos, ou nos falhe quando mais precisamos. Nossas expectativas podem ser não apenas frustradas, mas destruídas. Por que não estaríamos dispostos a nos arriscar diante dessas circunstâncias? Porque a recompensa potencial vale a pena.

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