O que faz uma empresa andar? - FranklinCoveyFranklinCovey
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O que faz uma empresa andar?

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Por Stephen Covey

Motivação nas Organizações

Nenhuma empresa pode ser verdadeiramente grande sem contar com um conjunto de princípios que sirvam de âncora e de guia diante de um mundo em permanente transformação. Ao mesmo tempo, nenhuma empresa pode continuar sendo grande sem estimular o progresso – mudança, renovação, melhorias e busca de MAGAS (Metas Audaciosas, Grandes e Assustadoras). Quando você mistura essas duas coisas (Manter o Núcleo e Estimular o Progresso), você obtém uma dialética mágica que mantém uma empresa ou organização vibrante através dos tempos. Dr. Covey encontrou um padrão semelhante em matéria de eficácia pessoal: comece construindo um forte núcleo de princípios que não sejam passíveis de serem modificados, e, ao mesmo tempo, trabalhe com afinco para melhorar sempre e estar permanentemente se renovando. Essa dialética permite que um indivíduo mantenha um sólido fundamento e, ao mesmo tempo, atinja um crescimento sustentado ao longo da vida.

Não existe eficácia sem disciplina, e tampouco disciplina sem caráter.

A grande liderança começa no caráter e é principalmente uma função de quem você é, pois isso está na base de tudo o que faz.


A RELAÇÃO ENTRE BILL GATES E OS 7 HÁBITOS

Primeiro se estrutura o caráter. Quando reflito sobre os extraordinários líderes, me espanto com a maneira como os princípios de Covey se manifestam em muitas de suas histórias. Vejamos o caso de Bill Gates. Parece que virou moda, nos últimos anos, atribuir o portentoso sucesso de alguém como Bill Gates à pura sorte e de estar no lugar certo, na hora certa. Mas se você parar para pensar, esse argumento simplesmente não se sustenta.  Quando a revista Popular Eletronics colocou o computador Altair na capa, anunciando a chegada do primeiro computador pessoal da história, Bill Gates se uniu a Paul Allen para lançar uma empresa de software e escrever a linguagem BASIC de programação para ele. Sim, é verdade que seu conhecimento de programação estava pronto, na hora certa, mas outras pessoas também o tinham: os estudantes de informática e engenharia elétrica nas faculdades do CalTech, do MIT e de Stanford; engenheiros experientes em empresas de tecnologia como a IBM, a Xerox e a HP; e os cientistas nos laboratórios de pesquisa do governo. Milhares de pessoa poderiam ter feito o mesmo que Bill Gates naquele momento, mas não fizeram. Gates agiu na hora certa. Trancou a matrícula em Harvard, mudou-se para Albuquerque (sede de Altair) e passou dias e noites escrevendo o código do computador. Não foi a sorte de estar no momento certo da história que separou Bill Gates dos demais, mas sua resposta proativa de estar no lugar certo, na hora certa. (Hábito 1: Ser Proativo).

À medida que a Microsoft cresceu e se tornou uma empresa bem-sucedida, Gates ampliou seus objetivos, guiado por uma ideia portentosa: um computador em cada mesa. Mais tarde, Gates e sua mulher criaram a Fundação Bill & Melinda Gates, com metas ambiciosas, como erradicar a malária da face da Terra. Como ele disse no discurso inaugural de Harvard de 2007, “para Melinda e eu, o desafio é o mesmo: como podemos fazer o maior bem possível, para o maior número de pessoas, com os recursos de que dispomos. ” (Hábito 2: Comece com o Objetivo em Mente).

Ser uma pessoa verdadeiramente disciplinada significa canalizar nossas melhores horas para os objetivos mais importantes, e isso quer dizer ser uma pessoa não conformista, no melhor sentido da palavra. Talvez “todo mundo” fosse dizer que terminar Harvard fosse a tarefa mais importante para o jovem Gates. Mas, em vez disso, ele alinhou seu esforço com sua missão, apesar de todos os olhares de desaprovação das pessoas bem-intencionadas à sua volta. Enquanto ia construindo a Microsoft, ele despejou sua energia em dois objetivos que superavam todos os outros: contratar as melhores pessoas e realizar grandes apostas em matéria de software; tudo o mais era secundário. Quando Gates conheceu Warren Buffet num jantar, o anfitrião perguntou a todos na mesa qual o fator mais importante em suas trajetórias. Tanto Gates como Buffet deram a mesma resposta: Foco. (Hábito 3: Primeiro o Mais Importante).

A relação de Gates com o quarto hábito (Hábito 4: Pense Ganha/Ganha) é um pouco mais complicada. À primeira vista, Gates parece ter uma personalidade do tipo ganhar/perder, um combatente feroz que temia tanto a facilidade com que os flancos de sua empresa podiam ser atacados que chegou a escrever um “memorando de pesadelo”, descrevendo os cenários em que a Microsoft poderia perder. Na corrida para estabelecer os padrões da indústria, só restaria um pequeno grupo de grandes vencedores, e um monte de perdedores, e Gates não tinha a menor intenção de que a Microsoft fosse qualquer coisa menos que uma das grandes vencedoras. No entanto, olhando de perto, vemos que ele foi um verdadeiro mestre na arte de juntar forças complementares e formar uma coalizão. Para alcançar seu sonho, Gates compreendeu que a Microsoft precisaria complementar suas forças com as de outras empresas: a Intel com seus microprocessadores, e as fabricantes de computadores pessoais como a IBM e a Dell. Ele também distribuiu ações, de modo que, quando a Microsoft se sagrou campeã, seus funcionários também saíram ganhando. E ele demonstrou ter uma capacidade impressionante de complementar seus pontos fortes pessoais com as forças dos outros, especialmente com seu alter ego e companheiro de negócio s Steve Ballmer conseguiram muito mais tralhando juntos do que poderiam fazer sozinhos, de modo que 1+1 Acabou sendo muito mais do que 2. (Hábito 6: Crie Sinergia).

Quando Gates passou a canalizar suas atenções para gerar um impacto social com sua Fundação, ele não chegou dizendo “Fui um empresário bem-sucedido e por isso já sei tudo o que preciso sobre como causar um impacto social. ” Muito pelo contrário. Ele trouxe consigo uma curiosidade sem fim e uma vontade enorme de aprender as coisas. Começou a fazer perguntas, tentando compreender a ciência e os métodos necessários para resolver alguns dos problemas mais intratáveis, a ponto de terminar a conversa com um amigo com uma declaração do tipo “Preciso aprender mais sobre fosfatos. ” (Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois Ser Compreendido). E, finalmente, fiquei impressionado como Gates se renovava. Mesmo durante os anos mais intensos de construção da Microsoft, ele periodicamente separava uma semana inteira para se desligar, ler e refletir, a chamada Think Week. Ele também tinha uma inclinação para ler biografias. Em determinado momento, disse a Brent Schlender, da Fortune: “É impressionante como tem gente que se desenvolve ao longo da vida” – uma lição que o próprio Gates parece ter seguido como um mantra em sua vida (Hábito 7: Afine o Instrumento).

Gates é um caso fabuloso, mas eu poderia ter utilizado outros. Poderia ter citado Wendy Kopp, que fundou a Teach for America, com a ideia de inspirar centenas de milhares de formandos nas universidades a passar pelo menos dois anos ensinando crianças nas escolas menos desenvolvidas, com o objetivo de criar uma força social extraordinária para melhorar radicalmente os ensinos fundamental e médio (Seja proativo; Comece com o Objetivo em Mente). Ou poderia ter citado Steve Jobs, morando numa casa sem móveis, ocupado demais com a criação de produtos absurdamente grandiosos (insanely great) para se preocupar com atividades aparentemente desimportantes, como comprar um sofá ou uma mesa de cozinha (Primeiro o Mais Importante). Ou Herb Kelleher, da Southwest Airlines, que criou uma cultura ganha/ganha entre administradores e empregados, com todos se unindo depois do 11 de Setembro para manter intatos os 30 anos de lucros consecutivos, além de segurar todos os empregos existentes (Pense Ganha-Ganha). Ou até mesmo Winston Churchill, que tirava rápidos cochilos durante II Guerra Mundial e assim conseguia ter “duas manhãs” por dia (Afine o Instrumento).

Com isso eu não quero dizer que os 7 Hábitos sejam um mapa preciso para se construir uma grande empresa. Os princípios contidos em Empresas Feitas para Durar, por exemplo, e aqueles de Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes são diferentes, mas complementares. Organizações são formadas por pessoas e, quanto mais eficientes elas forem, mais fortes as empresas serão.

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