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20 de dezembro de 2016
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A mudança na cultura

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A maioria dos executivos não entende como mudar a cultura. Eles pensam que ela pode ser manipulada por meio da metodologia de controle ou modificada por meio de estratagemas e charme. Não raro, seus esforços de mudança cultural avançam, em direções opostas ao caminho para que eles desejam conduzi-los.

Rosabeth Moss Kanter declarou que “as organizações que sobreviverem serão rápidas, focadas, flexíveis e amigáveis. ” Como você pode construir uma cultura que poderia ser caracterizada como adaptativa e responsável?

Primeiro, é preciso saber que a cultura é o sistema de valores compartilhado das pessoas na forma como se manifesta no seu comportamento. Todos os grupos e organizações têm uma “cultura” porque compartilham certos valores, e seu comportamento e suas atividades são compatíveis com seus valores.

Os relacionamentos confiáveis estão no âmago da capacidade de adaptação. Para que uma organização seja, em última análise, responsiva, horizontal, e democrática, sua cultura precisa estar baseada em algo que não mude – em princípios que detenham o controle, em qualquer circunstância. A não ser que tenha um núcleo imutável, você não poderá se adaptar à dinâmica do ambiente em constante transformação.

  • Um dos princípios que regem a vida é que todas as pessoas têm o mesmo valor e que devemos tratar uns aos outros como iguais nas organizações “horizontais”. Caso haja elitismo, arrogância ou um sentimento de que “eu sou mais especial do que você; você é insignificante”, isso transformará uma empresa horizontal em vertical. Cada função em uma organização horizontal é imprescindível quanto qualquer outra.
  • Democrática. Nas organizações democráticas, todas as pessoas seguem os mesmos princípios. Você pode obter democracia, um consenso que satisfaz, mas não otimiza, em culturas com baixa confiança. O ideal da sinergia, porém, só é alcançado em culturas com confiança elevada.
  • Flexível e adaptativa. Flexibilidade e adaptabilidade requerem um alto nível de empoderamento e confiança. A melhor maneira de testar a flexibilidade de qualquer cultura é retirar as pessoas do nível mais baixo do seu procedimento operacional padrão, pedindo que se adaptem à mudança.

Caso esteja tentando administrar a cultura, você está se esquecendo de que os princípios estão no controle. Não raro, você pode fazer muita coisa em curto prazo para impressionar e agradar, mas em longo prazo, para manter relacionamentos confiáveis, é preciso se submeter a princípios consagrados pelo tempo.

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