Conheça os 7 níveis de iniciativa ou de autofortalecimento - FranklinCoveyFranklinCovey
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Conheça os 7 níveis de iniciativa ou de autofortalecimento

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Tomar a iniciativa é uma forma de conferir poder a nós mesmos. Nenhum líder formal nos investiu de poder. A estrutura organizacional não nos deu autoridade. Nós nos conferimos poder com base na questão ou no problema ou desafio que temos em mãos. Exercitamos o devido nível de iniciativa ou nos conferimos autoridade.

A pergunta chave é sempre: Qual a melhor coisa que posso fazer nestas circunstâncias?

No diagrama a seguir apresentamos um continuum de 7 Níveis de Iniciativa – de “Espero até que mandem”, o mais baixo deles, passando por “Pergunto”, “Apresento uma sugestão” e “Pretendo fazê-lo”, até “Faço e informo imediatamente” e “Faço e informo periodicamente”, e finalmente, “Faço”, que é o que está justo no centro de nossa capacidade de controlar e influenciar.

Escolhemos o nível de iniciativa que usamos com base na distância entre a tarefa e nosso Círculo de Influência, interno ou externo. Isso requer sensibilidade e julgamento situacional, mas pouco a pouco nosso Círculo de Influência se expandirá.

A escolha de nosso nível de iniciativa amplia nossa definição de “voz”, de modo a que possamos encontrar nossa voz em qualquer conjunto de circunstâncias. Pode ser num cargo de que não gostemos de forma alguma. Ao exercer um nível de iniciativa, podemos mudar a natureza desse cargo, ou podemos influenciar outros que estejam em nosso Círculo de Influência, mas fora de nosso cargo.

Em nosso cargo atual, podemos procurar a excelência. Podemos tomar como referência padrões de classe mundial, em lugar dos nacionais/regionais/locais. Um advogado pode ser mais apaziguador. Um professor pode ser mais pastor atento e treinador e mentor. Um médico pode concentrar-se mais na prevenção e lidar com a pessoa inteira, em vez de examinar apenas partes do corpo, preocupando-se com a tecnologia e a química. Pais podem buscar 20% restantes para castigar, corrigir ou disciplinar. O vendedor poderia estar mais atento às necessidades e adaptar-se com integridade. O encarregado do marketing poderia garantir a integridade do merchandising e da publicidade. O executivo poderia ter o cuidado de prometer menos e cumprir mais. Em resumo, podemos ensinar princípios sempre e em todo lugar, e às vezes precisaremos recorrer às palavras.

Vejamos agora cada um dos níveis de iniciativa

  1. Esperar até que mandem

Isto envolveria uma preocupação que obviamente está não só fora de nosso Círculo de Influência como também de nosso cargo. Neste caso, só esperamos.

Não queremos fazer o trabalho de outra pessoa. Não queremos fazer sugestões a respeito de coisas que estejam fora do nosso Círculo de Influência. As pessoas não confiariam em nossas recomendações por várias razões. Elas as veriam como totalmente inadequadas e talvez nos vissem como inteiramente fora de esquadro. Agir em áreas muito distantes de nosso Círculo de Influência acabaria por reduzi-lo.

O que fazer então? Sorrir, tal como nos diz a Oração da Serenidade usada por Alcoólatras Anônimos:

Senhor, dai-me a serenidade
De aceitar o que não posso mudar,
A coragem para mudar o que posso mudar
E a sabedoria para saber fazer a diferença.

Não mais desperdiçarmos nossa energia com algo sobre o qual nada podemos fazer. Agora, se temos influência junto a alguém que pode fazer alguma coisa a esse respeito, a situação muda. Podemos ir escalando os níveis de iniciativa e de autofortalecimento.

Mas não é fácil sorrir e não fazer nada por enquanto. Muitas pessoas ficam obcecadas por coisas estúpidas que não podem mudar no momento. Elas ficam trocando histórias de guerra e se consolam mutuamente em relação às coisas que não podem influenciar. Mas isso apenas enfraquece sua capacidade de fazer as coisas acontecerem em relação às questões e problemas sobre os quais têm alguma influência, novamente, o futuro se torna refém do passado.

Então, elas caem na armadilha da codependência que dissemina o que chamo de cinco cânceres emocionais metastáticos: crítica, reclamação, comparação, concorrência e briga. As pessoas que não têm segurança interior a procuram em fontes exteriores a elas. Como são codependentes em relação a seu ambiente, elas se envolvem em comportamentos destrutivos, cancerosos.

Esses cinco cânceres emocionais vão espalhando, literalmente, suas células malignas nos relacionamentos e às vezes em toda a cultura. Então a organização fica tão polarizada, tão dividida, que é quase impossível fazer chegar produtos de alta qualidade aos clientes. 

Uma observação relativa à concorrência: embora concorrer por um sentido de valor nos relacionamentos, nas famílias, nas equipes e culturas e no ambiente de trabalho exija muito, acredito que pode ser muito salutar em situações como as do mundo dos esportes e do mercado. Ela permite obter o máximo das pessoas e das organizações. No mercado podemos olhar para nossos concorrentes como mestres com os quais procuraremos nos comparar. Embora possamos tentar derrotar nossos concorrentes, o que realmente estamos tentando fazer é proporcionar o melhor para nossos clientes e aprender com aqueles que fazem melhor e mais rápido do que nós. Essa é a força do sistema de livre empresa: concorrência no mercado, cooperação no ambiente de trabalho. Lembremos de que devemos ser “bilíngues” e evitar o perigo apontado por Abraham Maslow: “Quem trabalha bem com o martelo tende a pensar que tudo são pregos”.

  1. Perguntar

É razoável e lógico fazer perguntas sobre algo que está dentro da descrição de nosso cargo, mas fora de nosso Círculo de Influência. Como está fora do Círculo de Influência, não podemos fazer muita coisa a respeito; mas, como afeta nosso trabalho, muita gente consideraria legítimo pelo menos fazer a pergunta. Se esta for inteligente e resultar de análise atenta e reflexão ponderada, pode ser notada e causar impressão, aumentando nosso Círculo de Influência.

  1. Apresentar uma sugestão

Onde poríamos este quesito? Logo na borda externa de nosso Círculo de Influência. Não é nem nossa tarefa. Trata-se de fazer uma recomendação que está fora do âmbito de nosso cargo e no perímetro de nosso Círculo de Influência.

Uma bela ilustração do terceiro nível de iniciativa e autofortalecimento se encontra na doutrina militar do Completed Staff Work. As cinco etapas básicas desta doutrina são:

  1. Análise do
  2. Encontre uma alternativa e sugira soluções.
  3. Formule sugestões para as etapas da execução da solução.
  4. Incorpore uma noção de todas as realidades (política, social, competências e econômicas etc.).
  5. Faça sugestões de modo que exija apenas uma única assinatura para ser aprovada.

 

O Completes Staff Work exige que o executivo eficaz espere pelo melhor resultado. Primeiro, ele pede às pessoas que considerem as questões e os problemas envolvidos. Depois de refletir, elas devem apresentar uma sugestão final. E o executivo, só examina as sugestões finais.

Ao usar este método, a alta direção não salva as pessoas com respostas fáceis e rápidas, mesmo que possa desejar fazê-lo. Se o executivo não esperar até que o trabalho seja feito, estará impedindo o crescimento das pessoas – e estas desperdiçarão o tempo do executivo e da empresa. Além disso, as pessoas não podem ser responsabilizadas pelos resultados se lhes for entregue um método pronto.

Isso poupa muito tempo e trabalho do executivo e exige muito mais iniciativa do staff.

  1. “Pretender fazê-lo”

Esta iniciativa está um degrau acima do fazer a sugestão e é uma extensão dela. “Pretendo fazer isso” é um nível de iniciativa de tipo diferente do “Sugiro”. Significa que a pessoa fez um trabalho analítico, de forma que está no perímetro externo de nosso Círculo de Influência e de nosso cargo. Um fortalecimento significativo reduz a rotatividade de pessoal – isto é, a perda de pessoas importantes para outros empregos que pagam muito mais.

  1. Fazer e informar imediatamente

Este caso estaria no perímetro externo de nosso Círculo de influência, mas dentro dos limites de nosso cargo. Informamos imediatamente porque outras pessoas precisam estar cientes. Isto lhes permite verificar se tudo foi feito corretamente e possibilita que correções necessárias sejam feitas em tempo hábil. Também proporciona informações necessárias para que outros possam agir em consequência e executar as tarefas decorrentes.

  1. Fazer e informar periodicamente

Este nível de iniciativa cabe em ações que poderiam ser parte da autoavaliação corriqueira num processo de avaliação de desempenho ou num relatório formal para que a informação possa ser transmitida e usada por outros. Quando informamos periodicamente, estamos claramente dentro de nossa descrição de cargo e dentro de nosso Círculo de Influência.

  1. Fazer

Quando algo está exatamente no centro de nosso Círculo de Influência e no núcleo de nossa descrição de cargo, nós simplesmente fazemos. Às vezes, em algumas culturas, é mais fácil obter perdão do que permissão, de modo que, se nos convencemos de estar certos e de que a ação não está tão afastada de nosso Círculo de Influência, o melhor pode ser “fazer”.

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